Uso da espada

“Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão” (Mateus 26:52)

O mesmo Jesus que, no Getsêmani, disse aos Seus discípulos para comprar espadas (não tendo dito o motivo) repreendeu duramente Pedro quando este usou a espada para cortar a orelha do soldado Malco. Pedro até mesmo chegou a perguntar antes se deveriam usar a espada para ferir, mas o Senhor não lhe deu resposta (Lucas 22:49). Foi assim que o Senhor Jesus realizou seu último milagre antes da Sua morte e ensinou uma clara lição a Pedro. O mesmo que usou a espada para defender o Senhor, usou a língua para negá-lO. Foi com estas e outras duras lições que o Senhor começou a moldar Seu servo para uma grande obra.

O uso de espadas (ou facas) naquele tempo, na região da Galiléia, era muito comum, também para cortar matas e ser um instrumento útil nas peregrinações. A permissão de uso da “espada” para combate, descrita no NT, é dada somente às autoridades constituídas, as quais são revestidas por Deus, com o objetivo claro de castigar a maldade e manter a ordem.

“Porque ela (autoridade) é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (Romanos 13:4)

Eu li “castigar”, não “matar”! Porque será que o Espírito Santo não fez menção da pena capital? Se ainda assim quisermos forçar a barra, insistindo que exista aqui a única exceção à regra, em toda a Bíblia, devemos entender bem que as autoridades são ordenadas por Deus PARA refrear o mal, não permitindo o anarquismo. E os magistrados (os que estão revestidos desta autoridade) são instrumentos de terror só para maus e desordeiros. As autoridades sabem muito bem que as armas empunhadas só devem ser usadas em último caso. E, em caso de morte, terão que responder perante seus superiores.

Como bem disse C. Hodge, “enquanto o governo é de Deus, a forma é dos homens”. Até um governante há de prestar contas perante o Justo Juiz.

Voltando…

“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (I João 3:15)

A lei divina permanece perfeita e inabalável: Não matarás! Os que usam as mortes das guerras de Israel no VT para tentar contradizer a Palavra de Deus, não estão dispostos a conhecer a verdade, muito menos se submeter ao domínio e senhorio do Todo-poderoso.

“Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor , faço todas essas coisas” (Isaías 45:7)

Mesmo tendo o correto conceito contrário à pena capital, praticada pela sempre imperfeita justiça humana, ninguém escapa do perfeito juízo de Deus: todos nós somos homicidas aos Seus olhos. Somos diretamente culpados pela morte do Seu Filho! Foi a nossa maldade que levou o Filho de Deus até a cruz, para pagar a nossa dívida com Deus. Amor infinito!

Desde sempre, como ocorreu na soltura de Barrabás e condenação de Cristo, a natureza humana sempre tem escolhido matar o Santo e soltar o homicida. Adão escolheu a morte, não a vida. Ele matou a verdade de Deus em sua consciência e liberou a entrada da mentira de Satanás, aquele que “foi homicida desde o princípio” (João 8:44). Combatem contra o Santo Deus e acaricia o imundo homem. Homicida defende homicida. Não é em vão que o homem sempre arruma desculpa pelos seus pecados, tentando justificar o injustificável, perante Deus.

Quer ser salvação eterna, passando da morte para a vida, passando de réus culpados a filhos amados? Arrependa-se e confie no Senhor Jesus Cristo como teu Salvador pessoal.

Se você já é um salvo e está mesmo preocupado em como as autoridades irão fazer uso da espada, seja sujeito a elas e por ela ore (I Timóteo 2:1-5). A nossa verdadeira espada é a Palavra de Deus. Basta. Nossa luta não é contra sangue e carne, mas contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6:11-18).

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